| Debate avança na ANS, mas para AMB o modelo de remuneração ainda não está "claro" |
Estamos na fase de detalhar como isso vai acontecer e não de discutir se vai acontecer”, afirmou o gerente médico da Unidade de Perdizes do Hospital Israelita Albert Einstein , Ary Ribeiro sobre a discussão da mudança de modelo de remuneração. O executivo faz parte do grupo de trabalho sobre o assunto na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e participou do debate sobre o tema no 10º Fórum Anahp, promovido pela Associação Nacional dos Hospitais Privados, na manhã desta quinta-feira (14), em São Paulo. De acordo com Ribeiro, a primeira rodada do grupo de trabalho já foi concluída e agora há a discussão em torno das diretrizes e rumos com as premissas para um novo modelo, etapa que deve estar concluída entre o final deste ano e o começo de 2011. Com o debate avançado, Ribeiro apontou os possíveis impactos que a mudança do modelo de remuneração poderá ter na gestão do hospital. Segundo ele, os aspectos são: gestão efetiva de corpo clínico, avaliação criteriosa na incorporação de tecnologia, transparência nos dados e resultados, foco em ações de educação e prevenção, uso de guidelines para serviços de elevado custo e doenças crônicas, entre outros. O executivo ainda ressaltou a importância de se discutir com a indústria os materiais especiais e insumos de alto custo. Profissionais Apesar das discussões avançadas, sobretudo no que tange operadoras e hospitais, o debate especifico com a classe médica ainda é polêmico. Para o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), Florisval Meinão, não está clara a questão de remuneração para entidade. “ É preciso ter algum mecanismo que determine o reajuste anual para os médicos”, contou o executivo, acrescentando que se comparado com a inflação do período desde a criação da ANS (2000-2010), ficou em 90% o reajuste dos planos individuais e 140% e os coletivos bem acima, alguns médicos tiveram a tabela reajustada enquanto outros ficaram com os valores congelados. Meinão explicou que em pesquisa da AMB, a média desse reajuste ficou em 60%, mas não é fácil de mensurar, uma vez que alguns contratos tiveram acréscimo e outros não. O executivo falou que uma das dificuldades de discutir o assunto com os profissionais são formatos já adotados no passado. “Existe hoje na classe médica uma resistência em mudança no modelo de remuneração porque o que já veio foram coisas muito prejudiciais como os pacotes, por exemplo”. Meinão acredita que a ANS deve regular também a questão de reajuste das operadoras com os médicos e diz que isso já está previsto na resolução normativa n º 71, apesar de não especificar critérios, sobre o tema , o representante da autarquia, Antonio Carlos Endrigo, disse que não cabe a Agência regular essa relação. Já Ribeiro, acrescentou que no grupo de trabalho não há a representação de uma entidade de classe , mas que essa integração deve acontecer em breve. |
Este blog foi criado com objetivo de debate e troca de idéias entre profissionais de saúde, atribuindo-se a multidisciplinaridade como foco principal no complexo da atenção à saúde.Sabemos que os Sistemas de Saúde no Brasil necessitam de consolidação política e técnica. Para se consolidar, necessita renovar-se, inovar. Inovar significa mobilizar seu formidável patrimônio de experiências concretas e conhecimento acumulado, transformando-o em tecnologias disponíveis à ação.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Modelo de remuneração: avança discussão sobre novo formato
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Brasileiros são acusados de vender rins em esquema ilegal
| Órgãos teriam sido comercializados por cerca de R$10 mil e transplantados para pacientes israelenses, em hospital da África do Sul |
Cirurgiões do hospital St Augustine, de Durban, África do Sul, foram acusados de realizar transplantes ilegais de rins. As denúncias se referem a 109 operações feitas no hospital, entre 2001 e 2003, em que pessoas de baixa renda - principalmente brasileiros - eram pagos para doar seus rins a pacientes israelenses. Segundo o jornal local The Mercury, pelo menos duas mulheres morreram após as cirurgias. O grupo Netcare, dono do hospital, teria faturado mais de 22 milhões de Randes, que equivale a cerca de R$ 5 milhões, diz o periódico. Documentos que atestavam a relação de parentesco entre doadores e receptores, requisito na lei sul-africana, teriam sido fraudados, informa a imprensa local. Segundo testemunhas, os receptores pagavam um valor superior a R$ 330 mil por rim, e os doadores brasileiros recebiam R$ 10 mil, enquanto os israelenses ganhavam mais de R$ 34 mil por órgão. "Era um segredo aberto", informou uma fonte ao The Mercury. "Os hispânicos tinham um tradutor de espanhol e assistiam televisão em espanhol, enquanto os israelenses falavam em hebraico e também tinham seu tradutor. Nenhum envolvido pode dizer que ignorava o esquema de ‘rins por dinheiro"." O Netcare enfrenta 11 acusações, incluindo falsificação, lesão corporal grave e formação de quadrilha. A primeira audiência do caso está marcada para novembro, com participação de testemunhas do Brasil e de Israel. Dependendo do resultado do julgamento, o caso deve ser levado também à Cidade do Cabo e a Johannesburgo, onde transplantes similares também teriam ocorrido. O Esquema A Promotoria afirma que o CEO da Netcare, Richard Friedland, sabia dos transplantes ilegais, mas permitiu que eles continuassem. A denúncia é de que a então coordenadora de transplantes da Netcare, Belinda Rossi, teria viajado a Israel em 2001 para sondar a possibilidade de realizar transplantes em israelenses nos hospitais do grupo. Os doadores de rins teriam sido primeiramente recrutados de Israel, mas posteriormente, romenos e brasileiros foram convidados a fazer doações por um preço mais baixo. Tanto doadores quanto recipientes teriam assinado documentos falsos declarando ser parentes. Outro Lado A Netcare divulgou nota em que afirma ter auxiliado a Justiça em todas as fases da investigação, mas que nem o grupo nem Friedland são culpados das acusações. A nota diz ainda que o Conselho da empresa "está confiante de que tanto a Netcare quanto o Dr Friedland vão conseguir derrotar as acusações que foram feitas contra eles e que Dr. Friedland continuará a desempenhar suas funções como CEO da Netcare com o mesmo empenho, distinção e dignidade pelos quais ele é bem conhecido". |
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Debate: conflito entre operadoras e prestadores

| Custos devem sair do cerne das negociações entre os players da saúde, dizem líderes do setor presentes no Saúde Business Forum |
A relação entre as operadoras e prestadores de serviços é historicamente conflituosa. O Intercâmbio de Ideias do Saúde Business Forum discutiu o tema entre representantes de ambos os lados. Todos chegaram conclusão de que enquanto os custos forem o cerne da questão nada será resolvido. "A discussão passa pelo modelo de remuneração e preços, mas a lógica não pode ser somente essa e, sim, a assitencial. A partir daí você quantifica e qualifica o preço", disse o diretor do hospital São Lucas de Ribeirã Preto, Pedro Palocci, que coordenou o debate. Para o vice-presidente da rede carioca de saúde privada D"Or, Jose Roberto Guersola, o mais importante é a existência de uma relação de confiabilidade e transparência entre as partes. Todos os presentes ao debate concordaram que a relação está melhorando, mas ainda precisa demonstrar resultados práticos. A predominância da Unimed nas relações com os prestadores de serviçoes foi outro ponto apontado como prejudicial para o mercado. O papel da Agência Nacional de Saúde Suplementar também foi questionado. Para assistir a entrevista com Palocci na íntegra sobre os principais aspectos do debate, clique aqui Fonte: Saúde Bussiness Web. |
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
RJ: candidatos focam em atendimento primário

| Gabeira propõe unidades de diagnósticos e Cabral quer parcerias com prefeitura e triagem no atendimento |
Candidato à reeleição, o peemeedebista Sérgio Cabral lidera as intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa do Ibope divulgada em 30 de agosto. Em segundo lugar está o candidato do PV, Fernando Gabeira. No setor da saúde ambos focam no atendimento primário, porém com políticas e propostas diferentes. Conforme informações do plano de governo de Cabral, a proposta é ter uma rede de atendimento com foco nos níveis: primário, secundário e terciário, o que segundo o plano, melhoraria o atendimento nos hospitais e criaria um sistema de triagem para encaminhar o paciente de acordo com a enfermidade. Gabeira, do PV, tem as diretrizes de seu plano discutidas por “ especialistas interessados no futuro do Rio de Janeiro” e também o programa aberto à discussão de sugestões pela sociedade. De acordo com a versão registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o foco será a criação de unidades de diagnóstico, ampliação do tratamento de doenças de média e alta complexidade, expansão de leitos e racionalização do uso de hospitais. Conheça alguns pontos das propostas: Sérgio Cabral (PMDB)
Fernando Gabeira (PV)
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Opinião: A contradição da saúde no Brasil
por José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior* |
| 06/09/2010 |
| Presidente da Fehosp, José Oliveira, diz que falta de critério adequado do SUS ou a simples insuficiência de verba pública criam sequelas |
Em época de campanha eleitoral, a saúde está na boca dos políticos. Não é a toa que o tema seja tão valorizado na busca pelos votos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Ibope, a saúde é a primeira prioridade de 63% dos entrevistados. Construção de novos hospitais, contratação de mais médicos, distribuição de remédios ao povo. As promessas mudam a cada ano. O que não muda é o desânimo de cada um dos milhões de brasileiros que sofrem nas mãos da Saúde Pública. *José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior é presidente da Fehosp |
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Alimentação é um dos principais focos dos Hospitais

| Levantamento do IBOPE aponta que foco em gastronomia com ênfase em customização e sabor das refeições é o foco de 35% dos hospitais |
Um estudo realizado pelo IBOPE apontou que a preocupação com o serviço de alimentação oferecido pelos hospitais é tida como um dos aspectos prioritários na administração dos hospitais ocupando a terceira posição na escala de prioridades das instituições de saúde.. Realizado entre os meses de junho e julho de 2010 a instituição entrevistou gestores, nutricionistas e ex-pacientes que estiveram internados nos últimos quatro meses. Entre as prioridades apontadas pelo hospital, a preocupação com a alimentação de seu corpo clínico, funcionários, pacientes e acompanhantes aparece em quarto lugar, atrás de controle de custos, segurança em procedimentos médicos e atendimento aos pacientes. Outro destaque do estudo foi o foco dos hospitais voltado ao conceito "confort-food", comida caseira que desperta a sensação de segurança, bem estar e conforto ao paciente. Segundo o levantamento do IBOPE, 64% das instituições adotaram a prática diante de 35% que servem refeições com foco em alta gastronomia visando a estética e sabor dos pratos. Somente 1% dos hospitais adéqua suas refeições à necessidade clínica de seus pacientes. Segundo o diretor de negócios da GRSA, empresa especializada em alimentação e serviços de suporte, Silvio Pannone o conceito de confort food já é adotado em larga escala em países da Europa. "Os hospitais tem se preocupado cada vez mais em atender as necessidades nutricionais do paciente uma vez que esta dieta está diretamente ligada à sua melhora", acrescenta. Para Pannone, o estudo aponta uma tendência nos hospitais brasileiros que já ocorreu nos Estados Unidos e Europa há cerca de 15 anos, que é a terceirização de seus serviços de alimentos. A terceirização dos serviços dos serviços de alimentação nas unidades de saúde também foi abordada pelo estudo. Cerca de um terço das instituições ouvidas pelo IBOPE terceirizaram algum tipo de serviço de alimentação no interior de suas unidades. |
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Embates sobre saúde entre Dilma Rousseff e José Serra

| 1º debate entre candidatos à presidência da República revela que apenas Marina Silva (PV) tem a saúde como prioridade única |
"A saúde será uma das primeiras medidas a serem tomadas no meu governo. É algo que não pode esperar nenhum momento e milhões de brasileiros continuam levando meses ou ano para marcar uma consulta ou exame", declara a candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) durante primeiro debate com os seus concorrentes José Serra (PSDB), Dima Rousseff (PT) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), promovido pelo Grupo Bandeirantes. Marina foi a única entre os participantes a dizer que a saúde será prioridade em seu governo quando perguntados: "entre estes três itens, segurança educação e saúde, escolha um que atacará imediatamente logo depois da posse e responda quais serão as primeiras providências concretas de seu governo nesse sentido". Ao longo de seus dois minutos de resposta, a candidata do PV ressalta que, como indigente, conhece o "péssimo" atendimento de saúde e a desatenção com o setor público. Segundo Marina, os municípios estão bancando sozinhos a questão da saúde, enquanto os Estados e ao União deixam de repassar ao setor o que lhe é devido. "Vou mobilizar todos para que possamos regulamentar a Emenda Constitucional 29, que tem levado à morte milhões de brasileiros". Enquanto isso, os demais candidatos defenderam que os três itens (segurança, educação e saúde) serão prioridades simultâneas de seu governo. No caso, José Serra afirmou que a saúde e a segurança têm a ver com a vida, e a educação com o futuro, sendo indispensáveis pelo organismo econômico-social brasileiro. Na saúde, o tucano afirmou que pretende inaugurar 150 centros de especialidades para agilizar o atendimento às diferentes doenças. "Vamos acelerar novamente a saúde no Brasil, inclusive encurtando o tempo de espera das consultas e exames", promete. Dilma, que também apontou os três setores como prioritários, disse que a questão da saúde é fundamental e por isso pretende completar o SUS com novas 500 UPAS 24 horas e com a expansão do SAMU, entre outros programas. "Ao mesmo tempo vou ampliar o tratamento dentário pelo SUS. Outra questão importante é o tratamento da mulher e da criança desde antes do nascimento até um ano de vida, daí estamos falando de uma rede cegonha que integraria o atendimento da criança ao da mãe", propõe. Já Plínio Sampaio disse que irá atacar e defender posturas radicais. Sem apresentar propostas para o setor de saúde, o candidato afirma: "nos três casos há um problema de desigualdade social e temos que enfrentar isso com coragem e firmeza, há um muro que separa o povo brasileiro das suas perspectivas". O terceiro bloco do debate foi marcado por embates entre petista e tucano. Serra perguntou por que o PT reduziu o número de mutirões da saúde. De acordo com ele, em 2002, antes de o governo atual começar, os mutirões eram um sucesso estrondoso. Dilma disse não ser contra medidas desse tipo. Serra voltou a acusar o PT de parar com os mutirões, o que seria "uma crueldade", já que atingiam tantos cidadãos. Dilma preferiu focar na criação de empregos, na qual, segundo ela, passou-se de 5 milhões no governo Fernando Henrique Cardoso para 14 milhões no de Lula. *Com informações declaradas pelos candidatos à Presidência da República e do Grupo Bandeirantes |